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Planejamento Tributário

Reforma Tributária: Impactos Estratégicos para Médias e Grandes Empresas

21 de maio de 2026 · Luiz Henrique Souza

A Reforma Tributária sobre o consumo, instituída pela Emenda Constitucional 132/2023, é a mudança estrutural mais profunda do sistema tributário brasileiro em décadas. Para médias e grandes empresas, entender o novo desenho não é apenas uma questão de conformidade: é uma oportunidade de revisar margens, preços e estrutura societária.

O que muda na prática

O modelo atual, fragmentado entre tributos federais, estaduais e municipais, dá lugar a um sistema de Imposto sobre Valor Agregado dual:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, em substituição ao PIS e à Cofins.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios, em substituição ao ICMS e ao ISS.
  • Imposto Seletivo, incidente sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A transição é gradual e ocorre ao longo de vários anos, o que exige acompanhamento contínuo e ajustes a cada etapa.

Por que se preparar agora

A não cumulatividade plena promete reduzir o efeito cascata, mas o impacto real varia conforme o setor, a cadeia de fornecedores e o regime de apuração. Empresas que mapearem cedo seus créditos e revisarem contratos de longo prazo tendem a chegar à transição com vantagem competitiva.

Próximos passos recomendados

  1. Diagnóstico da carga tributária atual por linha de produto ou serviço.
  2. Revisão de contratos com cláusulas tributárias e de reajuste.
  3. Simulação de cenários sob o novo modelo, considerando a fase de transição.

O planejamento tributário, quando feito com antecedência e dentro da legalidade, é a ferramenta que transforma uma mudança legislativa complexa em previsibilidade para o negócio.